Quem é o vice-presidente da Venezuela (até agora)
⚖️ Delcy Eloína Rodríguez — ela é a vice-presidente oficial da Venezuela desde 2018, nomeada por Maduro e considerada uma das figuras mais importantes e fiéis do regime chavista ao longo da última década.
Perfil e trajetória:
Advogada e política venezuelana, com formação em direito e pós-graduação internacional.
Está no centro do poder há anos: foi ministra das Comunicações, chanceler (ministra de Relações Exteriores) e presidente da Assembleia Constituinte — um órgão criado por Maduro com poderes acima da Assembleia Nacional eleita.
É filha de um líder histórico da esquerda venezuelana e tem vínculos estreitos com o núcleo duro do chavismo.
Países como Estados Unidos, Canadá, México, Suíça e União Europeia impuseram sanções a ela por alegadas violações de direitos humanos e papel na crise política do país.
Ideais políticos:
Delcy é uma defensora firme do “chavismo” — a ideologia de esquerda bolivariana iniciada por Hugo Chávez e continuada por Maduro, com foco em:
manutenção do poder estatal sobre setores estratégicos;
retórica anti-estadunidense e anti-imperialista;
controle rígido sobre instituições políticas e mídia;
políticas sociais e redistribuição, ainda que muitos críticos vejam isso como populismo autoritário.
O que significa sua posição agora que Maduro foi capturado
Sucessão automática
Segundo a constituição venezuelana, o vice-presidente deve assumir interinamente o governo se o presidente fica impedido de governar (por morte, incapacidade, renúncia ou prisão).
Portanto, Delcy Rodríguez é a figura mais provável a assumir o Executivo imediatamente enquanto a situação política se desenrola.
O que isso pode significar para a Venezuela
Continuidade do chavismo (curto prazo)
Delcy representa uma linha de continuidade do regime chavista — não é uma figura da oposição nem um reformista. Sua ascensão imediata não significaria mudança radical de rumo, mas sim uma tentativa de manter a estrutura de poder existente.
Possíveis cenários de transição
Depois que Delcy assumir (se isso ocorrer), existem alguns cenários plausíveis:
Transição interna controlada pelo chavismo
– Ela pode tentar consolidar o poder com o apoio de militares e figuras do PSUV (partido de governo).
– Pode haver negociações internas para preservar ordem e evitar um colapso institucional.
Pressão internacional e negociações
– Há relatos de que Delcy e aliados teriam discutido secretamente com países estrangeiros (incluindo EUA por meio de intermediários) maneiras de um “chavismo sem Maduro” que seja mais aceitável internacionalmente.
– Isso pode abrir espaço para negociações políticas ou reabertura de diálogos externos.
Crise interna e aumento da oposição
– Caso partes das Forças Armadas ou setores políticos rompam com o chavismo, pode haver um período de instabilidade intensa.
– Líderes da oposição venezuelana, como María Corina Machado, têm o potencial de ganhar relevância se houver eleições ou transição democrática — apesar de atualmente não fazerem parte do governo e enfrentarem repressões no passado.