Machosfera (ou manosphere, no termo original em inglês) é o nome dado a um conjunto de comunidades online — presentes em fóruns, redes sociais, canais de vídeo e blogs — que discutem temas relacionados a masculinidade, gênero, relacionamentos e papéis sociais dos homens.
Mas o termo costuma ser usado de forma crítica, porque grande parte desses grupos produz conteúdos misóginos, antifeministas e, às vezes, ligados a discursos extremistas.
Componentes mais comuns da machosfera
A machosfera não é um grupo único, mas um “ecossistema” de comunidades, entre elas:
Red Pill – grupos que afirmam “desvendar a verdade” sobre relações de gênero, geralmente baseada em ideias de hierarquia masculina e submissão feminina.
MGTOW (Men Going Their Own Way) – homens que defendem se afastar de relacionamentos e convívio afetivo com mulheres.
Incels (involuntarily celibate) – comunidades de homens que se declaram incapazes de ter relações afetivas/sexuais e muitas vezes expressam ressentimento contra mulheres.
PUA (Pick Up Artists) – grupos focados em “técnicas de sedução”, frequentemente com abordagem manipulativa.
Por que o tema aparece em redações?
Em vestibulares como a Unicamp, a “machosfera” costuma aparecer porque é um fenômeno:
Social – envolve identidades masculinas e novas dinâmicas de gênero.
Comunicativo – está ligado a bolhas e algoritmos nas redes sociais.
Político e cultural – pode alimentar discursos de ódio e violência de gênero.
Atual – tem impacto sobre jovens e sobre debates contemporâneos.
Pontos importantes para uma redação
Se você for escrever sobre o tema, pode explorar:
Como a machosfera nasce e cresce em ambientes digitais.
Como discursos misóginos se misturam com sensação de crise da masculinidade.
Riscos de radicalização e violência.
Possíveis soluções: educação midiática, políticas públicas, acolhimento psicológico, debates sobre novas masculinidades.