
(17 de novembro de 1910) — autora de O Quinze, primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras.
A primeira mulher imortal da Academia Brasileira de Letras — e uma das vozes mais fortes do nosso Nordeste. ✨
1) Estreou na literatura com apenas 19 anos
Rachel publicou "O Quinze" (1930) ainda adolescente. O livro virou um clássico instantâneo sobre a seca no Ceará e colocou seu nome no mapa literário brasileiro.
2) Recusou o rótulo de feminista — mas abriu portas como poucas
Mesmo não se considerando feminista, foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras (em 1977) e a ganhar o Prêmio Camões (1993).
3) Era cronista afiada e apaixonada por política
Escreveu por décadas em jornais, sempre com opinião forte, ironia e independência. Tinha grande influência no debate público.
4) Viveu parte da vida no Rio, mas nunca abandonou o Ceará
Mantinha uma fazenda em Quixadá, cenário que inspirou muitos de seus textos. O Nordeste era sua marca registrada.
5) Também escreveu peças, traduções e até literatura infantil
Apesar de ser lembrada como romancista, Rachel teve uma obra diversificada, que vai muito além dos romances famosos.
6) Era amiga próxima de nomes como Manuel Bandeira e Graciliano Ramos
Movimentava-se entre os grandes escritores do Modernismo — e era respeitadíssima por todos.
7) Tinha um humor ácido e uma personalidade fortíssima
Quem conviveu com ela descrevia como alguém sincera, direta e sem medo de contrariar.
8) Seu último romance foi publicado 45 anos depois do primeiro"Memorial de Maria Moura" (1992) virou novela da Globo e consolidou sua presença na cultura popular.
9) Rachel escreveu até o fim da vida
Morreu em 2003, aos 92 anos, lúcida, ativa e ainda produzindo conteúdo. Um exemplo de longevidade intelectual.
10) Seu legado ultrapassa a literatura
Rachel de Queiroz é símbolo de resistência, nordestinidade e força feminina — mesmo sem se rotular assim.
Uma autora que abriu caminhos para todas que vieram depois.