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PERSONALIDADE LITERÁRIA: RACHEL DE QUEIROZ
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 17/11/2025 08:45
Literatura

 (17 de novembro de 1910) — autora de O Quinze, primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras.

 

A primeira mulher imortal da Academia Brasileira de Letras — e uma das vozes mais fortes do nosso Nordeste. ✨

 

1) Estreou na literatura com apenas 19 anos

Rachel publicou "O Quinze" (1930) ainda adolescente. O livro virou um clássico instantâneo sobre a seca no Ceará e colocou seu nome no mapa literário brasileiro.

 

2) Recusou o rótulo de feminista — mas abriu portas como poucas

Mesmo não se considerando feminista, foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras (em 1977) e a ganhar o Prêmio Camões (1993).

 

3) Era cronista afiada e apaixonada por política

Escreveu por décadas em jornais, sempre com opinião forte, ironia e independência. Tinha grande influência no debate público.

 

4) Viveu parte da vida no Rio, mas nunca abandonou o Ceará

Mantinha uma fazenda em Quixadá, cenário que inspirou muitos de seus textos. O Nordeste era sua marca registrada.

 

5) Também escreveu peças, traduções e até literatura infantil

Apesar de ser lembrada como romancista, Rachel teve uma obra diversificada, que vai muito além dos romances famosos.

 

6) Era amiga próxima de nomes como Manuel Bandeira e Graciliano Ramos

Movimentava-se entre os grandes escritores do Modernismo — e era respeitadíssima por todos.

 

7) Tinha um humor ácido e uma personalidade fortíssima

Quem conviveu com ela descrevia como alguém sincera, direta e sem medo de contrariar.

 

8) Seu último romance foi publicado 45 anos depois do primeiro"Memorial de Maria Moura" (1992) virou novela da Globo e consolidou sua presença na cultura popular.

 

9) Rachel escreveu até o fim da vida

Morreu em 2003, aos 92 anos, lúcida, ativa e ainda produzindo conteúdo. Um exemplo de longevidade intelectual.

 

10) Seu legado ultrapassa a literatura

Rachel de Queiroz é símbolo de resistência, nordestinidade e força feminina — mesmo sem se rotular assim.

 

Uma autora que abriu caminhos para todas que vieram depois.

 

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