O Ministério Público de São Paulo, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, solicitou o arquivamento do inquérito contra delegados, incluindo o deputado estadual Delegado Olim, que foram mencionados pelo delator do PCC Vinícius Gritzbach, que faleceu em novembro do ano passado.
No período em que assinou a delação com o Ministério Público, Gritzbach declarou ter desembolsado R$ 5 milhões, sendo R$ 800 mil em honorários e o restante em propina. Seu advogado, Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves, declarou ter conexões com policiais civis como Fábio Pinheiro Lopes, o Fábio Caipira, diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), e o delegado Murillo Roque, responsável pelo 24oDP (Ponte Rasa), além do Deputado Olim.
No relatório do Ministério Público, o procurador menciona a "ausência de indícios", isto é, a ausência de evidências que vinculem os mencionados por Gritzbach aos acontecimentos relatados.
No documento, o juiz Sérgio Turra solicitou ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que os "elementos de informação" relativos aos investigados que não têm foro seja encaminhado.