Uma variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD) ficou conhecida como a versão humana da Doença da Vaca Louca.
Esta é uma doença extremamente rara, mas também extremamente aterrorizante.
Os cientistas ainda buscam entender exatamente como funciona tal condição e se é possível encontrar uma cura para a mesma.
- É UMA DOENÇA PRIÔNICA
As doenças priônicas são formas raras de distúrbios cerebrais.
Elas alteram a estrutura do cérebro de uma pessoa e são transmissíveis. Esse tipo de doença acomete tanto humanos quanto animais.
A Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma das formas mais mortais de doenças priônicas.
Todos os humanos têm proteínas priônicas no cérebro, porém, os cientistas ainda não compreendem totalmente as suas funções normais.
- É TRANSMITIDA DIRETAMENTE DA VACA
A forma mais comum dos humanos serem contaminados com o príon causador da doença é através da ingestão da carne de uma vaca contaminada.
A Doença da Vaca Louca é muito semelhante à Doença de Creutzfeldt-Jakob, porque são causadas por um príon anormal sendo transferido para o animal.
Não sabemos de fato como a doença começou.
Mas, acreditam os especialistas que tenha sido depois de uma vaca comer uma ração que continha carne de uma ovelha infectada com outra doença priônica.
- CRIOU OUTRA DOENÇA
Kuru foi o nome dado a uma outra doença priônica, que se espalhou em tribos na Papua-Nova Guiné. A doença se originou em tribos que praticavam um estilo de canibalismo. Seus integrantes comiam o cérebro de seus parentes mortos como um sinal de respeito. Tal prática foi interrompida no início da década de 1960.
- PODE HAVER UMA OPÇÃO DE TRATAMENTO
Entretanto, os casos de Kuru ainda continuaram a surgir. Isso porque a doença poderia ficar incubada por muito tempo.
Ao menos 10 anos.
Os cientistas acreditam que o Kuru originou-se quando as pessoas comeram o cérebro de alguém com a Doença de Creutzfeldt-Jakob.
O que acontece no cérebro de uma pessoa com Kuru é semelhante ao que ocorre com alguém com Doença de Creutzfeldt-Jakob.
Ainda não há cura conhecida para a Doença de Creutzfeldt-Jakob. Infelizmente, uma vítima da doença sobrevive por apenas uma média de 13 meses.
Isso a partir dos primeiros sintomas da doença. Diversas medicações foram testadas para combater a doença, porém nenhuma deles se provou eficaz.
Por outro lado, existe um caso relatado de uma pessoa que foi tratada com polissulfato de pentosana e sobreviveu por 51 meses, depois que os primeiros sintomas surgiram.
O que significa que essa medicação poderia funcionar em outras pessoas com algumas pesquisas mais profundas.
- DIAGNÓSTICO CONFIRMADO APÓS A MORTE
Devido à raridade da doença nos humanos, é um verdadeiro desafio para os médicos diagnosticarem oficialmente um paciente com ela. Quando há suspeitas desse diagnóstico, o médico precisa realizar alguns testes padrões para garantir que não se trata de um transtorno mental mais comum.
Entre os procedimentos estão a punção lombar e ressonância magnética, que poderiam detectar anormalidades.
No entanto, a única forma de se confirmar que alguém possui uma forma de Doença de Creutzfeldt-Jakob é através de uma biópsia cerebral ou autópsia.
Apesar da biópsia poder ser executada quando o paciente ainda está vivo, ela é altamente não recomendada devido aos riscos que sua execução envolve.
Novos testes, para diagnósticos mais rápidos e efetivos, estão sendo estudados.
- RARIDADE
A doença afetará aproximadamente três pessoas a cada um milhão. O que a classifica como uma doença extremamente rara.
Desde que a doença foi identificada pela primeira vez em 1996, já foram relatados 231 casos.
De todos eles, 178 ocorreram no Reino Unido.
Em três casos relatados, o príon infectado foi transmitido por transfusão de sangue.
- ESPALHOU NO MUNDO TODO
Apesar da doença ter se originado no Reino Unido, outros quatro casos foram registrados nos Estados Unidos e outros 49 em 10 outros países.
27 casos ocorreram na França, cinco na Espanha, quatro na Irlanda, três na Holanda e Itália, dois em Portugal e Canadá, e um no Japão, Arábia Saudita e Taiwan.