Há trinta e oito anos, em 26 de abril de 1986, o reator número 4 da central nuclear de Chernobyl, na então União Soviética, sofreu um colapso catastrófico. O governo evacuou milhares de pessoas da área, e a zona de exclusão de 30 quilômetros em torno da usina permanecerá inabitável durante décadas.
Foi o pior desastre nuclear da história, liberando 400 vezes mais material radioativo do que a bomba atômica de Hiroshima.
Mais de 30 pessoas morreram perto de Pripyat, território onde hoje é a Ucrânia. Desde então, inúmeras outras morreram devido à radiação, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica e a Organização Mundial de Saúde.
O que foi o acidente de Chernobyl?
O acidente nuclear de Chernobyl aconteceu em Pripyat, cidade soviética localizada na atual Ucrânia, no dia 26 de abril de 1986. O acidente ocorreu quando o reator quatro da usina nuclear dessa cidade explodiu, deixando o reator aberto e lançando grande quantidade de material radioativo na atmosfera.
O que foi o acidente de Chernobyl?
O acidente de Chernobyl foi um desastre nuclear que aconteceu na Central Nuclear de V. I. Lenin, usina nuclear que ficava em Pripyat, cidade localizada na União Soviética, atualmente Ucrânia. Esse acidente aconteceu às 1h23 de 26 de abril de 1986. Na ocasião, a usina passava por uma manutenção, quando uma falha humana levou a uma explosão no reator 4.
Além da falha humana, a explosão foi resultado de problemas no projeto do reator RBMK (Reactor BolshoMoshchnosty Kanalny). Esses reatores eram muito comuns na União Soviética, mas eram considerados altamente instáveis, sobretudo quando trabalhavam com potência reduzida. Com a explosão, dois trabalhadores da usina morreram imediatamente e um incêndio se iniciou.
O incêndio no reator se estendeu durante dias e as autoridades locais procuraram, sem sucesso, apagá-lo. Com a explosão, o reator e seu material radioativo ficaram expostos, fazendo com que esse material fosse lançado na atmosfera. Essa radiação se espalhou e alcançou regiões próximas como a Bielorrússia e a Rússia (ambas faziam parte da União Soviética), mas também locais como Suécia, Áustria e, até mesmo, o Canadá.
Os suecos, por sua vez, foram os primeiros a identificar que algum acidente radioativo havia acontecido na União Soviética e logo informaram a comunidade internacional. Eles descobriram o fato em razão dos níveis anormais na radioatividade na atmosfera. A princípio, os soviéticos se negaram a reconhecer, mas, no dia 28 de abril, admitiram que um acidente havia acontecido em Pripyat.
Acidente de Chernobyl
O acidente nuclear de Chernobyl aconteceu em Pripyat, cidade soviética localizada na atual Ucrânia, no dia 26 de abril de 1986. O acidente ocorreu quando o reator quatro da usina nuclear dessa cidade explodiu, deixando o reator aberto e lançando grande quantidade de material radioativo na atmosfera.
O que foi o acidente de Chernobyl?
O acidente de Chernobyl foi um desastre nuclear que aconteceu na Central Nuclear de V. I. Lenin, usina nuclear que ficava em Pripyat, cidade localizada na União Soviética, atualmente Ucrânia. Esse acidente aconteceu às 1h23 de 26 de abril de 1986. Na ocasião, a usina passava por uma manutenção, quando uma falha humana levou a uma explosão no reator 4.
Além da falha humana, a explosão foi resultado de problemas no projeto do reator RBMK (Reactor BolshoMoshchnosty Kanalny). Esses reatores eram muito comuns na União Soviética, mas eram considerados altamente instáveis, sobretudo quando trabalhavam com potência reduzida. Com a explosão, dois trabalhadores da usina morreram imediatamente e um incêndio se iniciou.
O incêndio no reator se estendeu durante dias e as autoridades locais procuraram, sem sucesso, apagá-lo. Com a explosão, o reator e seu material radioativo ficaram expostos, fazendo com que esse material fosse lançado na atmosfera. Essa radiação se espalhou e alcançou regiões próximas como a Bielorrússia e a Rússia (ambas faziam parte da União Soviética), mas também locais como Suécia, Áustria e, até mesmo, o Canadá.
Os suecos, por sua vez, foram os primeiros a identificar que algum acidente radioativo havia acontecido na União Soviética e logo informaram a comunidade internacional. Eles descobriram o fato em razão dos níveis anormais na radioatividade na atmosfera. A princípio, os soviéticos se negaram a reconhecer, mas, no dia 28 de abril, admitiram que um acidente havia acontecido em Pripyat.
O que causou o acidente de Chernobyl?
Como mencionado, o acidente de Chernobyl aconteceu devido a falhas humanas durante um teste de segurança. O objetivo desse teste era determinar o tempo em que as turbinas continuavam operantes, a baixas potências, após uma queda de energia. Na ocasião, os operadores da usina deixaram de seguir uma série de protocolos, causando, assim, a instabilidade de um dos reatores nucleares e, consequentemente, uma grande explosão.
Apesar de a ação humana ter sido a principal causa de todo o desastre, os reatores nucleares do tipo RBMK, que, como vimos, eram usados em diversas usinas nucleares da União Soviética, possuíam moderadores de carbono, os quais causaram o superaquecimento da água quando a potência do reator foi reduzida.
Como ocorreu o acidente de Chernobyl?
Ao todo, duas explosões foram registradas no reator 4 da usina de Chernobyl. A primeira explosão foi suficientemente forte para desprender o escudo protetor instalado logo acima do reator, que pesava mais de 1000 toneladas, lançando para o ar alguns produtos de fissão nuclear extremamente nocivos, como iodo-131, césio-137 e estrôncio-90.
A segunda explosão, por sua vez, fez com que mais de 300 kg de blocos de grafite, localizados entre as hastes de combustível, fossem lançados para fora das instalações da usina. Com isso, o reator começou a pegar fogo, e uma enorme quantidade de elementos radioativos foi lançada para a atmosfera durante cerca de 10 dias, até que o incêndio foi contido.
Contenção de danos do acidente em Chernobyl
A princípio, a resposta das autoridades soviéticas foi lenta e cautelosa. Elas não sabiam a extensão dos danos causados pela explosão e nem que o reator estava exposto, mas, ainda assim, elas evitaram realizar a evacuação imediata da Pripyat. O trabalho de evacuação demorou 36 horas para ser iniciado e forçou os 50 mil habitantes da cidade a saírem dali.
Ao todo, o governo soviético mobilizou mais de 1000 ônibus para retirar a população de Pripyat. As pessoas foram informadas de que seria uma remoção temporária e, por isso, não levaram pertences pessoais e tudo ficou abandonado na cidade. Ao longo do ano de 1986, um total de 115 mil pessoas foram evacuadas de regiões próximas da área afetada.
O total de pessoas evacuadas chegou a mais de 300 mil, uma vez que regiões na Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram severamente afetadas pela radiação. Além disso, o governo soviético criou uma zona de exclusão na qual toda uma região no raio de 30 quilômetros da usina não poderia ter a presença humana, a não ser para casos com a devida autorização. Até hoje, é proibida a presença humana nessa zona.
Uma vez que se identificou que o que acontecia em Pripyat era grave, o governo soviético montou um comitê responsável pela contenção dos danos. Uma das decisões desse comitê foi enviar centenas de milhares de pessoas para a região de Pripyat com o objetivo de conter os danos do acidente nuclear.
Essas pessoas receberam o nome de “liquidadores” e incluíam soldados, bombeiros, cientistas, entre outros. Estima-se que de 600 mil a 800 mil pessoas tenham sido enviadas para trabalhar na contenção de danos e muitos desses não tinham ideia dos riscos a que seriam submetidos com o seu trabalho.
A escritora bielorrussa Aleksana Aleksievitch aponta que, no caso da Bielorrússia, por exemplo, mais de 115 mil pessoas trabalharam como liquidadores e, de 1990 a 2003, cerca de 8500 morreram |1|. Muitas das pessoas que foram enviadas para ajudar a conter os danos de Chernobyl foram motivadas a ir por promessas de bons salários e pelo sentimento de patriotismo.
A cientista Elena Kozlova, por exemplo, trabalhou como liquidadora e, ao final de seus serviços, recebeu um pagamento 10 vezes maior do que recebia usualmente|2|. Apesar dos bons salários prometidos, os riscos eram maiores, e muitos dos liquidadores morreram depois de trabalhar por poucas semanas, pois tiveram contato com altas doses de radiação.
Um dos trabalhos mais perigosos era o dos liquidadores escolhidos para varrer os escombros do reator 4 que estavam no teto da usina nuclear. Outros liquidadores receberam missões como enterrar tudo que estivesse contaminado, matar animais domésticos abandonados, fazer medições dos níveis de radiação, etc.
Depois que todo o trabalho de contenção foi realizado, as autoridades soviéticas deram início à construção da estrutura que encapsulou o reator 4, para impedir que o reator continuasse lançando radioatividade na atmosfera. Essa estrutura recebeu o nome de Sarcófago de Chernobyl.
Consequências do acidente em Chernobyl
O acidente de Chernobyl deixou consequências terríveis, principalmente para os três países mais afetados, que foram Ucrânia, Bielorrússia e Rússia. Na década de 1980, o desastre serviu para desmoralizar o governo soviético internacionalmente e contribuiu para que Mikhail Gorbachev promovesse o desarmamento nuclear soviético.
Além disso, os impactos do acidente na economia soviética, que já sofria com os gastos da Guerra do Afeganistão, contribuíram para agravar a crise econômica que se arrastava na URSS desde a década de 1970. Esses impactos na economia continuaram depois que a União Soviética foi desmembrada em quinze novos países, no começo da década de 1990.
O país mais afetado pelo acidente foi a Bielorrússia, nação que viu mais de 20% do seu território ser contaminado (a Bielorrússia tem uma área com tamanho aproximado do território do estado do Paraná). Com isso, o país perdeu cerca de ¼ das suas terras cultiváveis e, nos 30 anos seguintes ao acidente, teve prejuízos econômicos de cerca de 235 bilhões de dólares. Além disso, o governo bielorrusso gastou cerca de 18 bilhões em medidas contra as consequências do acidente|4|.
Os territórios ucraniano e russo foram afetados em menor escala, sendo 7,5% para a Ucrânia e 1,5 para a Rússia|4|. Na Ucrânia, estima-se que de 5% a 7% do orçamento do país seja gasto anualmente com despesas relacionadas a Chernobyl. Já a Bielorrússia gastou, até 2002, cerca de 22% do seu orçamento anual com consequências do acidente e, desde 2002, esse valor caiu para 6%|3|.
O acidente ainda contribuiu para afetar severamente a saúde da população. Os casos de câncer aumentaram de forma considerável na população ucraniana e bielorrussa, além dos casos de doenças cardiovasculares também terem aumentado. Por fim, não pode ser destacado o impacto psicológico desse acidente, que tirou mais de 300 mil pessoas de suas casas. Até hoje não se sabe ao certo quantas pessoas morreram em consequência de Chernobyl.
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