Veja o que ainda falta ser respondido sobre o caso
1) A hora exata da morte
Funcionários do Samu informaram à polícia que, ao examinarem o corpo de Tio Paulo, constaram que ele havia morrido cerca de duas horas antes do atendimento.
2) Qual foi a causa da morte
Conforme o laudo do IML, a morte ocorreu em decorrência de uma “broncoaspiração do conteúdo estomacal e falência cardíaca”. Porém, o IML ainda aguarda o resultado de exames toxicológicos “para determinar se houve fator externo contribuinte para a morte com drogas”.
3) O que a mulher fez com o idoso antes de ir ao banco
O circuito interno do shopping onde a agência fica mostra que Erika chega com o idoso ao estacionamento às 13h04. Eles estavam em um carro de aplicativo, cujo motorista, inclusive, ajuda a retirar Tio Paulo do veículo e a colocá-lo na cadeira de rodas.
4) Quais eram as condições de saúde do idoso
A polícia questionou Erika sobre o estado de saúde do idoso, mas, segundo o delegado, ela não deu detalhes.
“A gente vê nas declarações das testemunhas que ele foi colocado no carro do aplicativo de transporte pelos braços e pelas pernas. Ou seja, ali ele já não estava respondendo mais por si. Então, o objetivo dela ali quando levou ao shopping foi para pegar a cadeira de rodas que o shopping fornece e dali ir até o banco para retirar o dinheiro. Ela acreditou que talvez ele chegasse lá ainda com vida, embora quase que inerte.
5) Se Tio Paulo era vítima de maus tratos
Érika disse à polícia que era cuidadora do Tio Paulo. “Ela diz que era responsável por ele. Isso, de fato, é muito provável, porque nós não conseguimos localizar filho nenhum [dele]. O familiar que ele tinha aqui no Rio já está morto”, informa o delegado. “Ele era uma pessoa que, pelo que a gente apurou, vivia sozinha. Então ela, de fato, vivia como cuidadora dele”, acrescentou
6) Quais crimes a mulher cometeu
De acordo com o delegado Fabio Luiz Souza, Erika deverá responder pelos crimes de tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver.
Porém, o advogado Humberto Fabretti, professor do curso de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica que dificilmente ela será condenada pelos dois crimes. Isso porque, de acordo com o entendimento da Justiça, um crime pode “anular” o outro.
Fonte:cnn